|
|
Esqueletos no Armário*
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 02/05/2006
Estava lá, no meio do meu caminho, anuviando minha visão
com seus discretos tamanho, forma e cor.
Misturava-se ao piso. Era quase
imperceptível. Talvez tenha passado por ele inúmeras vezes sem percebê-lo,
mas não naquela vez.
A incerteza de sua identidade fez-me curvar meus quase
dois metros praticamente rente ao chão, para perceber seus contornos milimétricos.
O gesto foi automático; o medo do desconhecido torna-nos
ágeis, flexíveis, velozes; acelera, desinibe, fortalece. Identifiquei-o.
Tranqüilizei-me? Não, aterrorizo-me e projeto meu tronco no sentido oposto,
num istmo de segundo, num reflexo de preservação. Grito! só não sei dizer se audivelmente ou não.
De repente, o desconhecido dá lugar ao inesperado, e
esse novo medo é tão ou senão mais poderoso que o primeiro. Tinha de
tomar uma providência e teria de ser certeira. O fracasso custar-me-ia caro...
A única solução era a definitiva: matar o ser pulante, condenado ao
extermínio simplesmente por ser pulante!
A ação teria de ser precisa, não
poderia permitir nenhuma possibilidade de reação. Falhar dispararia o salto
e esse, por sua vez, fragilizaria Deus ante seus próprios fantasmas.
Zap!
Arremesso a sandália com tamanha força e precisão, e o impacto cataclísmico
não lhe permite nenhum reflexo, nenhuma dor.
Ledo engano! O pobre inseto é
atingido, contudo não fatalmente. Pula, mas mutilado, alcança não mais que
poucos milímetros.
Então, o medo transforma-se em piedade, mas apenas por um
quase-momento. O golpe de misericórdia (ou seria de vergonha?) é desferido.
Alguns movimentos depois e pronto! nem sequer um vestígio.
Paro e por parcos segundos filosofo quantos gafanhotos já sacrifiquei em
minha vida por receio de encarar meus próprios medos; quantos esqueletos no
armário...
Mas a verdade jaz ali, indefinida, rente ao chão, e curvo-me para
discernir sua identidade. Em poucos momentos, range a porta do armário!
* Todos os
direitos reservados. Liberado para cópia e publicação sem autorização
prévia, desde que: o conteúdo original seja preservado na íntegra (inclusive
com os erros de ortografia e gramática), e com o mesmo estilo de
identificação do autor acima, ou seja (Celso Alvares, Sorocaba, SP –
Brasil), abaixo do título.
Topo
|
|
|
Tenha
Vó!*
(Celso Alvares,
Sorocaba, SP – Brasil) - 27/05/2006
A minha vizinha Rosa é uma moça decidida. Na faculdade,
a
dois meses da formatura, sem falar nada para ninguém, largou tudo e foi
prestar vestibular para odontologia. Ela mora com Dona Ana, uma velhinha
simpática do tipo que todo mundo gosta de chamar de vó.
Contudo, Dona Ana tem uma
peculiaridade só sua. Cada vez que fala da neta dentista, mostra os dentes e
diz “Rosa, a minha neta dentista” enquanto bate o polegar na dentadura. O
ritual se repete todas as vezes que a profissão de Rosa é orgulhosamente
lembrada.
Dona Ana sente muito orgulho de
tudo o que Rosa faz. A única coisa que não entende é por que ela desistiu de
ser ginecologista a dois meses da formatura! * Todos
os direitos reservados. Liberado para cópia e publicação sem autorização
prévia, desde que: o conteúdo original seja preservado na íntegra (inclusive
com os erros de ortografia e gramática), e com o mesmo estilo de
identificação do autor acima, ou seja (Celso Alvares, Sorocaba, SP –
Brasil), abaixo do título.
Topo |
|
|
Assunto da Sessão:
(Sessão não agendada)
Início: 20/10/2006 17:25:44
Fim: 20/10/2006 17:46:47
Participantes:
Celso (' Celso Alvares')
(17:25:44)
Celso Entra na sala...
(17:26:27)
Celso fala para EU: Oi Celso, é bom falar contigo!! Fazia
tempo que não conversávamos! :)
(17:27:34)
EU fala para Celso: Verdade, Celso, vc também nunca dá bola
para mim...Pows meu, custava pelo menos uma cervejinha... Larga de ser Mané!!!
:0s
(17:28:52)
Celso fala para EU: Você tem que entender meu lado... afinal
de contas, alguém tem que bancar sua boemia!
(17:31:24)
EU fala para Celso: Boemia??? não! Bohemia, Antártica, Skol,
Budweiser e ainda tem uma nova que nem sei o nome.. Vai me dizer que vc não
gosta da sensação de relaxamento no dia seguinte!!!
(17:35:01)
Celso fala para EU: Tudo bem... isso não é mal. Mas, faz um
favor para mim: escolhe a companhia antes do primeiro copo... Tem dia que
nem para halloween dá para aproveitar! Eu levo cada susto... :ox
(17:37:31)
EU fala para Celso: Mas tu é mané mermo... Antes do primeiro
copo quem tá com a bola é vc meu... e vc não pega nem resfriado. Agente faz
o que pode quando a bola vem torta.... Mané!!! :-s
(17:39:08)
Celso fala para EU: Mané não... Olha que eu corto seus os
subsídios...
(17:45:23)
EU fala para Celso: Pode cortar, tem problema não, a gente se
encontra na próxima nova ruga que perceber... Pode até espernear... Mas eu
sempre estarei no fim daquele reflexo. E da próxima, Mané, eu posso até
pensar em em não voltar de táxi e... x-(
(17:46:47)
Celso Sai da sala...
Topo
|
|
|
A
atividade 2 do módulo 4 não deve ser feita
(Celso Alvares,
Sorocaba, SP – Brasil) - 28/11/2006
É inadmissível que estudantes
universitários, futuros educadores, tenham que se prestar a este tipo de
situação constrangedora: provarem a capacidade de redigirem um texto
argumentativo.
Além do constrangimento inicial
imposto aos referidos estudantes no momento do incurso na instituição, a
saber, o vestibular, ainda têm de comprovarem o tempo todo o que aprendem
como se não tivessem nenhum comprometimento com o seu próprio aprendizado e
agissem sempre como verdadeiros doidivanas.
É como se o objetivo da educação
universitária se resumisse a simplesmente angariar informações e ordená-las
de modo inteligível quando solicitadas pelo respectivos mestres. E quanto ao
aprendizado social? E quanto ao progresso feito no inter-relacionamento
humano? E as vitórias conquistadas na arte de amar?
Mesmo no século XXI, ainda há
indivíduos com uma capacidade cognitiva imensurável, contudo incapazes de
estenderem a mão e fazerem um carinho em alguém a quem se sentem atraídos,
muitas vezes, inaptos para lhes dirigirem um mero olhar mais profundo.
E se o maior conhecimento
adquirido por esse indivíduo no segundo período do curso de Letras
(motivado, por exemplo, por uma obra literária com que teve contato) foi a
capacidade de se dar? E se, por causa disso, desviou a maior parte das suas
energias, outrora direcionadas simplesmente para a cognição, e agora
aprendeu a desvendar a entrelinhas de um gesto, de um sorriso enigmático, ou
mesmo de uma atitude agressiva, aparentemente, sem razão de ser?
E se o seu desempenho escolar não
é mais o mesmo, pois o seu poder de concentração está dividido e, ao invés
de buscar simplesmente a satisfação do êxito nos estudos, aventura-se pelos
incontáveis meandros da alcova e deslumbra-se com cada novo incurso nos
“mares nunca dantes navegados”? Qual teste ou prova a universidade fará para
aferir o seu desempenho nessa nova arte adquirida em decorrência da didática
a que fora submetido?
Pelos motivos apresentados acima,
recuso-me determinantemente a fazer a atividade 2 do módulo 4. Só a farei no
dia em que forem aferidos a minha capacidade de sorrir e de sonhar , o poder
de me desprender das coisas meramente materiais para valorizar o que
realmente deixamos de importante quando partimos desta existência, e que
biblioteca nenhuma no mundo pereniza: o sorriso sincero, o carinho oportuno,
o gozo compartilhado, a lágrima compreendida, o olhar de cumplicidade, o
senso de compadecimento, a plenitude de estar vivo!Topo
|
|
|
Lucas
Skywalker e a Bíblia
(Celso Alvares,
Sorocaba, SP – Brasil) - 14/11/2006 - Sala de Discussao do Curso de EAD
A Bíblia é um livro interessante,
talvez por isso, depois de milhares de anos de sua escrita, ainda seja o
maior best-seller de todos os tempos.
Sem querer discutir sobre o grau
de confiabilidade que daremos a ela, muitas vezes, ela ainda me surpreende e
se torna espantosamente moderna e adaptável às situações completamente
inimagináveis na época em que foi escrita.
Lendo aqui os comentários sobre o
amigo Lucas Skywalker (aliás, muitos deles injustos, pois eu que sento ao
seu lado e converso com ele todas as noites sei que, apesar de tímido,
pessoalmente o Lucas tem muito o que nos acrescentar) e a conclusão que
muitos chegaram de que ele é um homem cibernético ou virtual, lembrei-me de
um personagem bíblico tão importante que foi o escritor da maior parte do
que é conhecido hoje como novo testamento.
Esse homem tinha uma cultura
tremenda, outrora tinha sido fariseu (a casta sacerdotal e elite cultural
judaica) e não só tinha os dons do espírito santo como tinha o poder de
transmiti-los para quem julgasse merecedor, com a simples imposição das suas
mãos.
Aliás, na prática, a religião que
os cristãos praticam hoje provém mais da sua visão dos ensinamentos
de Cristo do que, propriamente dito, dos próprios evangelhos, visto que o
gênero literário destes (para alegrar o LF) é narrativa enquanto que as
cartas ou epístolas de Paulo (xii, acabei com o suspense) são totalmente
dissertativas e doutrinais.
Seu conhecimento filosófico era
impar. Certa vez, na Grécia, discursou no mesmo palco utilizado pelos
grandes filósofos imortais gregos e usou de uma artimanha que, além de
granjear a atenção de todos os presentes ainda conseguiu converter muitos ao
cristianismo.
Para os curiosos, é o relato de
Atos 17:16-34 (supostamente escrito por Lucas, um dos quatro evangelistas).
Os gregos eram politeístas e não
tinham o conceito de um Deus criador, pai, como os cristãos têm. O que Paulo
pregava era totalmente inaceitável e impalpável para eles, principalmente
para um filósofo. Alíás, o relato diz que alguns filósofos epicureus e
estóicos já o estavam chamando de paroleiro (fanfarrão, mentiroso) e foram
esses que o levaram ao "Areópago" (um tribunal, também utilizado como
assembléia dos intelectuais, dos magistrados) para que Paulo tivesse a
oportunidade de expor a sua nova doutrina.
Em vez de começar a falar sobre a
ressurreição de Cristo, como fizera com êxito tantas outras vezes, a tantas
outras platéias, Paulo usou uma técnica de retórica avançada e estabeleceu
um ponto em comum com a platéia que abriu a mente de todos para o que ele ia
dizer e, provavelmente, impediu que ele fosse agraciado com uma tremenda
vaia.
Ele simplesmente disse:
- "Homens de Atenas, em tudo vejo
que sois excepcionalmente religiosos; porque, passando eu e observando os
objetos de adoração, encontrei um altar em que estava escrito: AO DEUS
DESCONHECIDO. Pois, a esse que honrais sem o conhecer é de quem eu falo...
"
Notem que abordagem brilhante! Em
vez de anunciar que estava apresentando um novo Deus, em vez de falar de um
assunto polêmico como a ressurreição dos mortos, ele disse que falaria sobre
um deus que já era venerado pelos presentes, ou seja, já pertencia ao
panteão grego, mas de quem, contudo, nunca ouviram falar.
Como você descreveria a capacidade
desse homem em lidar com o público?
Pois, pasmem, Paulo também tinha
suas dificuldades em se relacionar, pois em uma de suas cartas, 2 Coríntios
10:10, ele reclama do que falavam sobre ele:
- "As cartas dele são intensas e
fortes, mas a sua presença corporal é fraca e a sua palavra desprezível."
Ou seja, apesar de grande
retórico, apesar de um baita nível cultural, Paulo não era eloqüente (não
tinha o dom da palavra) e se ele participasse desta sala, os comentários que
fariam a respeito dele seriam muito parecidos aos feitos a respeito do nosso
apostólico amigo Lucas Skywalker.
Assim, mesmo vivendo há cerca de
dois mil anos, podemos dizer que Paulo também era um ser virtual.Topo
|
|
|
Morte de
Saddam*
(Celso Alvares,
Sorocaba, SP – Brasil) - 30/12/2006
Um ditador é enforcado devido aos
crimes cometidos contra a humanidade.
A dívida foi paga?
Os EUA cometem os mesmos tipos de
crimes, simultaneamente, em diversos lugares do globo, nunca escala e forma
de que não temos nem a capacidade de conceber, inclusive o calhorda do
Saddam não poderia fazê-lo, nem nos seus melhores dias!
Contudo, os Estados Unidos da
América são uma democracia. Haverá cordas suficientes para todos os
eleitores de Bush e dos últimos presidentes americanos para se pagar os
crimes cometidos contra a humanidade nas últimas décadas?
A ditadura é muito superior à "democra_dura",
pelo menos nela, podemos enforcar apenas um e brindarmos o ano novo de alma
lavada.
Democra_dura!!!
Contudo, a "chave" dos nossos
problemas poderá ser certas conversas recheadas à cachaça, nos porões do
Planalto, entre Luis e Hugo e, pode ser que, mais cedo ou mais tarde, a
preservação da Amazônia torne-se o "novo trabalho de Hércules" dos nossos
benevolentes protetores mundiais.
Nesse dia, só há uma coisa para
torcer: que as cordas em Brasília não tenham sido adquiridas por algum
ilibado processo padrão licitatório.
Que Deus tenha piedade de nossas
almas! * Todos os direitos
reservados. Liberado para cópia e publicação sem autorização prévia, desde
que: o conteúdo original seja preservado na íntegra (inclusive com os erros
de ortografia e gramática), e com o mesmo estilo de identificação do autor
acima, ou seja (Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil), abaixo do título.
Topo |
|
|
O Passo*
(Celso Alvares,
Sorocaba, SP – Brasil) - 13/04/2007
Ontem, caminhando pelo centro de
Sorocaba, em mais um belíssimo crepúsculo apagado pelos prédios, pela fumaça
dos carros, pela feiúra urbana, pelas pesadas carrancas das pessoas no final
de um exaustivo dia de trabalho; de repente, no intervalo de uma passada,
percebi um bêbado maltrapilho deitado ao meu lado, tentando em vão assumir
uma posição mais digna.
Evidentemente, ninguém lhe
estendia a mão, pois as regras subjacentes nas cidades não permitem esse
tipo de complacência.
Por poucos batimentos cardíacos,
coloquei-me em seu lugar e comecei a imaginar, em um nível neurônico, o que
o levou a impor a si mesmo tal condição humilhante.
A nossa sociedade tem tantas
contradições que a distância entre a calçada e a presidência da república
pode ter sido, no passado, uma porta fechada, um ônibus perdido, um olhar
mal compreendido, uma atitude impensada, um gesto juvenil, uma palavra não
dita.
Como se mede o fracasso de uma
pessoa? Qual o verdadeiro indicador de sucesso? O que difere um alcoólatra
nos recônditos de um palácio daquele que se expõe ao opróbrio público?
As inúmeras possibilidades e
motivos que levaram tal ser àquele momento bombardeavam meu pensamento
sistêmico.
De repente, percebi que ninguém se
importava! Apenas eu, no meio da multidão, o havia notado e lhe dedicado,
quiçá, um dos sentimentos mais distintivos do homem: a piedade!
Tal pensamento embriagou-me e
roubou-me o reflexo de lhe estender a mão. Senti-me satisfeito, superior a
todos os demais naquela calçada. Eu era o único compadecido de sua dor, que
se importava com ele, com a sua desgraça, e isso indicava a qualidade do
material com qual meu caráter fora cunhado.
Completei a passada narcotizado
pelas minhas próprias qualidades morais.
Antes que conseguisse levantar o
pé novamente, porém, talvez inspirado pelo fétido odor que emanava daquele
homem, imaginei o que faria se, repentinamente, ele vomitasse em mim.
A força do quadro mental disparou
os mais animalescos instintos de asco e autopreservação e percebi que a
minha reação seria explosiva, quem sabe a ponto de agredi-lo fisicamente.
O Olimpo em que se encontrava meu
ego desmantelou-se, e senti o peso da minha casca. As nuanças da minha
personalidade saltaram-me aos olhos e estamparam em minha fronte a etiqueta:
“ordinário”. Esse mal-estar fez com que eu percebesse a meninice da minha
alma, a futilidade em que a minha auto-estima se baseia.
O pensamento seguinte foi um
insight: a consciência da sua pequeneza moral é a maior grandeza que um
homem pode ter...
Levantei o pé e retornei
triunfante aos domínios de Zeus!
* Todos os direitos reservados.
Liberado para cópia e publicação sem autorização prévia, desde que: o
conteúdo original seja preservado na íntegra (inclusive com os erros de
ortografia e gramática), e com o mesmo estilo de identificação do autor
acima, ou seja (Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil), abaixo do título.
Topo
|
|
|
Explica, mas não justifica!*
(Celso Alvares,
Sorocaba, SP – Brasil) - 18/05/07
Talvez a coisa mais medíocre
que fazemos seja recorrer à justificativa quando ficamos expostos diante
de uma falha que cometemos ou de algo que deixamos de fazer. A
ferramenta está às mãos: “não fiz isso porque meu filho...”, “ah, eu
estava...”, “fui surpreendido por...”, “o filho da sobrinha da avó da
minha empregada...”
Talvez isso esteja no íntimo
do ser humano, afinal de contas, segundo a Bíblia, quando só havia duas
pessoas aqui, ao serem defrontados com o pecado, Adão disse que pecara
devido à mulher que Deus havia lhe dado e Eva devido à serpente.
A “história” ou “alegoria”
acima ilustra como essa prática está arraigada em nossa cultura.
Justificar é algo muito
injusto com aqueles que nos ouvem. É como se disséssemos que os nossos
problemas são mais importantes que os de todos os demais. Todas as
pessoas têm dificuldades e, a maior parte do tempo, desconhecemos o
nível de superação envolvido daqueles que estão desempenhando alguma
tarefa ou contando conosco de alguma maneira. De repente, chega
alguém,com uma autopiedade do tamanho de um jumbo, achando que é vítimas
de todas as mazelas da humanidade e que, em virtude disso, está
justificado a atrasar algo, a não cumprir com o prometido, a quebrar uma
promessa, a atrasar um ônibus...
E o pior é que alguns
acreditam piamente nessa linha de pensamento e se tornam as maiores
vítimas de seu próprio modo de pensar.
Na maioria das vezes, é muito
melhor um pedido sincero de desculpas do que uma lista de problemas que
só tem significado para a própria pessoa.
Eu sei que este texto deixou a
desejar, mas não pude dedicar a atenção que ele merecia porque a
rebimboca da parafuseta...
* Todos os direitos
reservados. Liberado para cópia e publicação sem autorização prévia,
desde que: o conteúdo original seja preservado na íntegra (inclusive com
os erros de ortografia e gramática), e com o mesmo estilo de
identificação do autor acima, ou seja (Celso Alvares, Sorocaba, SP –
Brasil), abaixo do título.
Topo
A Tocha
do Tam*
(Celso
Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 20/07/2007
Acabei de ler o caderno da Folha
sobre o acidente aéreo de São Paulo e fiquei enojado ao olhar para o espelho
e ver que sou da mesma espécie daqueles "seres" que administram a nossa
vida.
A manifestação de alegria dos dois
assessores de Lula ao ouvirem a notícia sobre o defeito do equipamento (que
a TAM já sabia que a aeronave apresentava problemas no reverso e que este
estava lacrado e, portanto, não poderia ser utilizado pelo piloto para parar
a aeronave numa situação de emergência -- e aqueles que têm boa memória
lembram-se de que o Fokker 100 da TAM, em 1996, não conseguiu decolar devido
a um defeito mecânico no mesmo reverso, que inversamente, daquela vez, abriu
em um momento inoportuno) e a forma como reagiram diante dos repórteres ao
tentarem explicar o acontecido, pedindo um “tempinho” para verem a imagem e
articularem mais uma "mentira oficial", denotam a falta de caráter que
permeia nossos administradores, quer no âmbito público, quer no privado.
Essas coisas tornam claro por que
idealistas, como Fidel Castro e o próprio Lula, e tantos outros (de
esquerda, de direita ou “ambidestros”), ao chegarem ao poder, imitam ou até
superam o grau de perversidade daqueles contra os quais lutaram. O processo
de chegar ao topo, de ser bem-sucedido, de conseguir o poder os endureceu e
a ternura se perdeu.
Talvez a maior máxima dos
revolucionários de esquerda, de Guevara, guarde em si uma confissão.
Esta não é uma crítica à esquerda, isso não acontece só no âmbito político,
mas em todos os lugares em que "vencem os melhores".
Quando o nosso herói nacional,
Airton Senna, jogou seu carro contra Alan Prost, para provocar um acidente
"calculado", simplesmente para ser campeão mundial de uma competição
“esportiva” e alimentar seu próprio orgulho e o nosso, como brasileiros,
(comportamento que o próprio Prost e, posteriormente, Schumacher também
fizeram)ficou patente que, para ser o melhor, para vencer neste “mundículo”
ridículo, é preciso “vender a alma ao diabo” e deixar os escrúpulos
“infantis” de lado.
É similar quando se tem de matar,
pela primeira vez, frangos para um almoço em família: depois de um certo
momento, com as roupas impregnadas de sangue, o nojo e receio iniciais
desaparecem e aquilo que outrora parecia inconcebível torna-se usual.
Que escrúpulos podemos esperar de
homens que para estarem nos lugares em que estão pisaram em incontáveis
pessoas, mentiram (algo que, no Brasil, agora, todos admitem com
naturalidade), trapacearam, arquitetaram complôs, seqüestraram ou mataram
pessoas (inocentes ou não) - pensando estritamente naqueles que lutaram
contra governos opressores - e que vivem em “fogo constante”, pois seus
opositores usam dos mesmos recursos para derrubá-los; que escrúpulos podemos
esperar de tais homens “vitoriosos” responsáveis pelos nossos destinos?
Para os magnatas das empresas
aéreas, um avião cheio de sonhos, nada mais é que um negócio (assim como um
caminhão de gado, para o dono de um grande frigorífico) e eles não levam as
pessoas em consideração ao fazerem os seus “riscos calculados", pois um
acidente como esse, no futuro, se perderá entre números, estatísticas e
“desvios padrão”; e quando os administradores dos meios de comunicação, da
mesma estirpe, voltarem as suas lentes a uma nova matéria mais lucrativa e
se esquecerem da pequena Alanis e dos incontáveis órfãos e famílias
vitimados pela tragédia, esse será apenas mais um incidente em nossa
memória, até que o próximo revés ou reverso não abra e reabra a nossa
ferida.
Quantos outros defeitos
“aceitáveis” tinha a tal aeronave? Quantos têm naquelas que estão circulando
sobre as nossas cabeças neste momento? Quantos têm em nossos medicamentos,
nos alimentos industrializados que damos para as nossas crianças, nas usinas
nucleares atuais e nas que estão por vir? O que os homens “bem-sucedidos”
que dirigem nossas vidas farão para evitar as vindouras catástrofes cunhadas
em nosso destino de gado?
E, a pergunta mais importante de
todas, o que nós podemos fazer, como cidadãos, como pessoas "supostamente"
de bem, para evitar que canalhas desse tipo sempre se safem e consigam se
manter no poder, ou que sejam substituídos pelos seus pares?
Não sei! Assim como não sei como
lutar contra este estado de coisas. Tenho medo de endurecer no caminho ou,
pior, de permitir que estas mal traçadas linhas mascarem a minha covardia e
latência diante dos escrotos que me governam e administram, e aplaquem a
minha repugnância por tais seres repulsivos que nunca estiveram
comprometidos com o sorriso da pequenina Alanis, mas simplesmente em tirarem
“seus respectivos retos da reta” e continuarem “vitoriosos”.
* Todos os direitos reservados.
Liberado para cópia e publicação sem autorização prévia, desde que: o
conteúdo original seja preservado na íntegra (inclusive com os erros de
ortografia e gramática), e com o mesmo estilo de identificação do autor
acima, ou seja (Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil), abaixo do título.Topo |
|
|
|
|
À Flor da
Pele*
(Celso Alvares,
Sorocaba, SP – Brasil) - 26/07/2007
Andava muito confuso... Não podia
aceitar o modo como aquele desejo crescera ultimamente.
Quando era garoto, isso fora
objeto de grande curiosidade, mas não teve coragem porque não teria como
encarar os olhos de seu pai.
Tudo bem que os tempos mudaram...
Agora, a sociedade lida melhor com aqueles que veiculam suas opções aos
quatro ventos, mas, mesmo assim, ainda considerava aquilo uma agressão
contra seu corpo e totalmente não condizente com a imagem de homem
responsável que mantinha na cidade. Seu pai fizera um excelente trabalho em
associar indelevelmente os termos penetração e violação em seu centro de
moral.
Contudo, a aventura da
transgressão lhe compelia... A mística de ultrapassar seus limites, de
desfrutar da vida a plenitude, emprestava cores à questão que não desbotavam
com facilidade.
A vida tem seu “time” e quando o
desrespeitamos, perdemos oportunidades que jamais poderão ser recuperadas.
Depois de muito pensar, de
debater-se nos lençóis, de refletir nos ensinamentos de seu pai, de tentar
compreender seus próprios impulsos, desvendar os gritos da sua alma, a busca
constante por uma identidade que insiste em desvanecer a cada momento de
mediocridade, sucumbiu e decidiu consumar o fato.
Contudo, temia as conseqüências da
sua decisão e o “como” tornou-se uma grande preocupação. Sua amada não podia
desconfiar.
Às vezes, os resquícios de uma
meninice podem culminar em conseqüências aterradoras. Teria de fazer do modo
mais seguro possível. Apavorava-lhe a idéia de ser, de alguma forma,
infectado ou, pior, que isso viesse a comprometer o relacionamento que tanto
prezava.
A próxima questão a ser sanada era
o “onde”: o local precisaria ser escolhido com inteligência, para não correr
o risco de ser pego com calças curtas por alguém inconveniente. Optou por um
lugar comum, despovoado de interesses, desses que facilmente passam
despercebidos.
Agora, faltava decidir o “quem”.
Não podia ser um amigo e não conhecia ninguém apropriado para tal. Logo
percebeu que teria de recorrer a um profissional. Decidiu buscar o melhor
que pudesse encontrar, alguém com grande habilidade, com toque suave, que
soubesse tornar a experiência o mais indolor possível, mesmo que isso lhe
custasse um bom dinheiro.
Na primeira tentativa,
acovardou-se. Ao sentir o primeiro arfar quente de Alberto em suas costas
desnudas, vestiu-se imediatamente e fugiu.
Caminhou muitas quadras pelas
ruas, revoltado com sua própria covardia. Depois de algumas horas e de
muitos drinks, voltou.
As formas extremamente musculosas
de Alberto não contribuíam para que se sentisse confortável e nem deixavam
transparecer se ele tinha a sensibilidade necessária. De repente, a questão
“profundidade” irrompeu em sua mente, mas agora era tarde demais.
Não vou entrar em detalhes sobre
os momentos seguintes para não deflorar em demasia sua privacidade. Contudo,
alguém que observasse os seus muitos gemidos e a forma hábil e sensível com
que Alberto usou seu potencial imenso para obter o final mais apoteótico
possível, ficaria convencido de que as lágrimas que esboçava em seus olhos,
ao final, significavam a satisfação de alguém que acabara de fazer um grande
ato de amor.
Esqueceu-se de todas as convenções
que carregara até o momento e saiu às ruas seminu, exibindo orgulhoso aos
quatro ventos a imagem da amada tatuada, agora, para sempre em seu dorso!
* Todos os direitos reservados. Liberado para cópia e
publicação sem autorização prévia, desde que: o conteúdo original seja
preservado na íntegra (inclusive com os erros de ortografia e gramática), e
com o mesmo estilo de identificação do autor acima, ou seja (Celso Alvares,
Sorocaba, SP – Brasil), abaixo do título.
Topo
|
|
|
Brincando de Filosofar I*
(Celso Alvares,
Sorocaba, SP – Brasil) - 31/07/2007
Era uma vez uma colônia de
amebas, que nasceu da falta de higiene de alguém e se desenvolveu dentro
de um copo, fechado em um armário de vidro, ao redor de outros copos e de
uma garrafa de bebida barata e que, por essas coincidências que só as
histórias que começam com “era uma vez ...” têm, criou consciência,
tornou-se inteligente e transformou-se numa próspera comunidade
microscópica.
Com o tempo, desenvolveram
complicadíssimos equipamentos tecnológicos e estavam às voltas de
desvendarem os mistérios do universo: os copos que circundavam o sistema "garrafal"
em que viviam e de uma estrutura externa muito maior que só conseguiam
estimar a existência baseado em complicadíssimos cálculos matemáticos.
Inclusive, já tinham conquistado o espaço exterior, e enviado algumas
expedições até a borda do copo, embora não tivessem conseguido chegar aos
outros copos ainda, devido à tremenda distância entre eles.
Qual a probabilidade das amebas
descobrirem as respostas às perguntas “quem somos”, “por que estamos aqui”
“para onde vamos” e, talvez, a mais intrigante de todas, quem foi e de
onde proveio a ameba original?
É interessante a coragem que
alguns de nossos pesquisadores têm de, enquanto amebas em copo fétido,
projetarem como surgiu o universo, como apareceu a vida na terra, e de
dizerem com segurança coisas que ocorreram bilhões de anos atrás.
No universo, segundo esses
próprios pesquisadores, tudo gira: desde partículas subatômicas, em torno
do núcleo do átomo, até galáxias em torno do centro de seus aglomerados
galácticos. Talvez isso indique que tudo faça parte de único sistema em
que as forças reagem, convergem e se contrapõem causando os efeitos.
Tentar explicar a origem do sistema com base em uma ínfima parte dele é o
mesmo que acreditar que as amebas conseguiriam descobrir a identidade do
sujeito desleixado responsável pela contaminação do copo, ou tentar
explicar o funcionamento do mecanismo do Big Ben, baseado exclusivamente
na extremidade de um de seus ponteiros.
É como naquele famoso conto
hindu dos cegos que não conheciam elefante: cada um apalpou uma parte
diferente do corpo do animal. Aquele que abraçou a pata estimou que ele
era alto, roliço e esguio, como um coqueiro. O que apalpou a sua trompa,
imaginou que ele fosse flexível e sinuoso como uma cobra. Ou seja, eles
tinham em suas mãos partes da verdade, o elefante, mas o tanto que
apalpavam não era suficiente para conceber o todo. No caso dos cegos, isso
poderia ser facilmente resolvido: bastava conceder-lhes tempo para
apalparem todo o elefante. Contudo, no nosso caso, estamos muito longe de
alcançar o universo, quanto mais de apalpá-lo.
Portanto, é temerário acreditar
que alguém, aqui na Terra, com proporções muito inferiores a da ameba da
nossa ilustração em relação à percepção que temos do universo em nossa
volta, tenha a capacidade de, somente com o microscópico pedaço do
elefante que temos ao nosso alcance (alguns poucos ossos, pedras, alguns
punhados de pó, algumas fotos espaciais e dados de nossos equipamentos
tecnológicos) conjeturar como surgiu todo o universo e como surgiu a
“ameba” original.
O que precisamos aceitar é que o
estarmos aqui, o sermos o topo da cadeia alimentar dos seres deste
planeta, não nos coloca como centro do universo. A ciência, por mais
absurdo que isso pareça, continua geocentrista, pois acredita que pode
descobrir como todo o universo surgiu baseado nas observações feitas da
Terra, como se tudo o mais existisse em nossa função.
Talvez nunca saibamos o porquê
estamos aqui. Eu, como leigo, só posso me fiar nos meus sentidos e o que
eu vejo ao meu redor denota ordem, e toda ordem denota um organizador,
contudo talvez Deus não tenha nada a ver com os paradigmas que criamos
para ele.
Antigamente, quando não
compreendíamos nada sobre o que ocorria em nossa volta, tínhamos medo e,
para lidarmos com isso, criamos deuses: animistas, vingadores, protetores,
guerreiros, à imagem dos homens, que precisavam ser adulados, adorados,
chantageados, ludibriados, comprados para nos protegerem e não causarem as
coisas atemorizantes que nos assustavam, ou para servirem aos nossos
próprios objetivos.
No entanto, chegou um momento em
que nos julgamos adultos suficientes para não temermos mais o
“bicho-papão” e descartamos os nossos deuses mitológicos. Atribuímos ao
caos a organização que moldou a nossa vida e que propiciou a nossa própria
existência. Falamos de evolução em um ambiente em que as coisas se
degeneram, envelhecem e morrem.
Evidentemente, é preciso ser
tolo para tentar desmerecer os avanços científicos, mas para engolir o que
a ciência prega, hoje, como a origem da vida e do universo tolice só não é
suficiente!
Se eles conseguissem, a despeito
de tanta sofisticação intelectual, em vez de massagearem seus egos numa
masturbação mental sem fim, observarem a natureza com olhos pueris, com
olhos leigos, talvez descobrissem que o rei está nu e que há ainda muito
elefante para ser apalpado e, quiçá, essa humildade os colocassem mais
próximos do grito “eureca!” que tanto buscam.
* Todos os direitos reservados. Liberado para cópia e
publicação sem autorização prévia, desde que: o conteúdo original seja
preservado na íntegra (inclusive com os erros de ortografia e gramática), e
com o mesmo estilo de identificação do autor acima, ou seja (Celso Alvares,
Sorocaba, SP – Brasil), abaixo do título.
Topo
|
|
|
O
Reverso do Óbvio*
(Celso Alvares,
Sorocaba, SP – Brasil) - 04/08/2007
Como é bom não ser especialista
para analisar as coisas, assim não ficamos perdidos no meio de tecnicidades
e não temos receio de intuir o óbvio:
a) se o reverso não fosse
necessário, é óbvio que não existiria. Como, há 10 anos, o Fokker 100 da TAM
caiu porque o reverso abriu, evidentemente esse dispositivo inútil e
assassino já teria sido retirado das aeronaves. É óbvio que o reverso é
necessário, segundo o que me consta, para casos de emergência;
b) se o manual da Airbus permite
que as empresas façam determinado número de vôos sem o reverso, é óbvio que
foi escrito por um ou vários “manés” que consideraram que, estatisticamente,
por um determinado tempo, seria seguro operar sem o reverso, afinal de
contas, é só um dispositivo de segurança para ser utilizado em casos de
emergência, e seria muito azar justo nesses dias acontecer uma situação de
emergência. Um problema no seu airbag não impede que você continue dirigindo
seu automóvel, agora, não vá me meter num acidente grave justo nesses dias,
ok?
c) as estatísticas não mentem
jamais. Aliás, já que estamos na época em que o genoma humano foi
conquistado, quero propor um negócio genético: possuo um gene cuja a
possibilidade de se manifestar é 1/1.000.000.000 de pessoas. Troco por
qualquer gene em que a estatística seja 1/5 pessoas. Volto quanto você
quiser. Detalhe: só aceito genes que não tenham se manifestado, no meu caso,
olha só que legal, eu sou o 1 da estatística e apresento a doença. Essa
sandice que acabo de escrever serve para ilustrar que estatísticas funcionam
como parâmetros, mas não para pessoas, pois quando se é o 1 da estatística,
não importa se o universo é de 10, 10.000 ou trilhão, o resultado é o mesmo.
Assim, novamente, uma aeronave manifesta defeito num equipamento
descartável, que tem a função desnecessária de reverter as turbinas e
desacelerar o avião, e algum técnico superdotado que escreveu o manual achou
que por alguns pousos e decolagens seria aceitável que essa aeronave
operasse normalmente; a operadora, a TAM, levando os números em conta, achou
que seria mais prejuízo parar e consertar o equipamento com defeito do que
pagar indenizações caso um caso em um zilhão viesse a ocorrer. É óbvio que
esse procedimento é adotado para todos os tipos de defeitos, exceto a falta
de uma das asas;
d) O sistema de vôo é controlado
por computadores, e o piloto fica a mercê de que esses compreendam as suas
atitudes para inferirem se o avião está pousando ou arremetendo. São
computadores avançadíssimos, no mínimo possuem inteligência artificial. Ou
seja, decidiu-se que, nessas superaeronaves, não é necessário nenhum
botãozinho para, num caso de emergência, o piloto acione manualmente um
dispositivo, também desnecessário, chamado spoilers, que só tem a função de
aumentar a aderência do avião à pista e de desacelerar o avião. O
computador, coitado, se confundiu, afinal de contas, todo mundo erra. A
presunção dos projetistas é imensa. Eu não lhes confiaria o transporte da
sogra do cachorro do meu vizinho até o petshop!
Conclusão: é óbvio que voar é o
meio de transporte mais inseguro que existe, porque além de se estar
desafiando as leis da gravidade, ainda há a gravidade de desafiar as leis do
bom senso e de descobrir que os colarinhos brancos por detrás dessa
catástrofe, verdadeiros assassinos em massa, estão acima de nossas leis.
* Todos os direitos reservados. Liberado para cópia e
publicação sem autorização prévia, desde que: o conteúdo original seja
preservado na íntegra (inclusive com os erros de ortografia e gramática), e
com o mesmo estilo de identificação do autor acima, ou seja (Celso Alvares,
Sorocaba, SP – Brasil), abaixo do título.
Topo
|