“Vai que é tua...!”
(Celso Alvares [quem?]
- 02/07/2006)
Não! Não vamos massacrar nossos jogadores. Evidentemente, em todas as
competições apenas um time ganha. Quando esse é o nosso, estamos no céu;
quando não é, não estamos no inferno. É mera contingência da competição.
Podemos massacrar a mídia esportiva, a imprensa em geral, que transformou a
vida dos jogadores num verdadeiro inferno. Houve dia em que a bolha no pé do
Ronaldo teve mais importância do que o aumento de salário dos congressistas e
enquanto se discutia se o Robinho devia ou não entrar no time, os mesmos
descalabros eram cometidos nos cantões escuros da nossa democracia (tem
general vibrando neste momento!) sem que ninguém escrevesse uma única linha
sobre o assunto.
Podemos massacrar a CBF que, mais uma vez, colocou seus cofres à frente da
soberania nacional, da paixão de duzentos milhões, dos sonhos de uma geração.
Povo triste o nosso sem mais “pelés”,
nem mais “lulas”. Quem sabe agora
temos condição de perceber que não existem salvadores da pátria, não há
mágicas, nós somos os “pelés”, nós
somos os “lulas”, e se não
arregaçarmos as mangas e fizermos algo desde já, no dia 01 de outubro
perderemos uma outra copa. E as conseqüências dessa derrota serão
acachapantes: pessoas famintas, crianças nas ruas ou mortas em guetos, velhos
mendigos, mulheres espancadas, violência ao caminho de nossos filhos, miséria,
desesperança, dor, pânico, ódio.
"Vai que é
tua...!”
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